A festa da democracia! Assim é conhecido o processo eleitoral de dois em dois anos no Brasil, a população é obrigada a votar em candidatos que sujam as ruas durante as campanhas e na virada do ano já nem lembram mais qual número escolheram e confirmaram na urna. O alto custo das eleições, a falta de programas efetivos que atendam determinada região, municípios e nação brasileira, a sensibilidade dos candidatos e das pessoas envolvidas causando catastróficas discussões entediando o povo ou mesmo manipulando a perspectiva de voto pelo mais bonito ou aquele que desfere as melhores criticas e ataques pessoais, este é o rumo da política no Brasil.
A Geração de empregos, distribuição de renda, educação, habitação, trânsito, saneamento básico, cultura, lazer, esporte, segurança, meio ambiente, quase sempre são colocados com planejamentos caríssimos dispostos apenas a atender a satisfação dos eleitores até o próximo pleito. A reflexão é dispensada por cores e vinhetas coloridas na TV e milhões de panfletos, impressos em papéis não reciclados, fabricados apenas para o votante não esquecer a cara e o número do candidato e da aliança montada. Os debates políticos mesmo pelos diversos partidos existentes no território nacional são polarizados por: vermelhos delirantes x azuis monopolizadores, e nenhum com bom senso suficiente para interpretar que a ideologia a partir do século XXI não está mais escrita nos livros empoeirados, mas sim demonstrada pelo sentimento do povo através de comunicação aberta e ligada em rede. Oportunidades, perdas, conquistas isso faz parte do cotidiano de cada um, aproveitadores do cenário político que se enfiam no meio do povo apenas durante o ano eleitoral não deveria.
É verdade que a democracia no Brasil é um bebezinho que após aprender a engatinhar, agora tenta ficar de pé e se alimentar sozinho, e muito demonstra ainda precisar de colo. A democracia deve ser um processo livre, o voto não deve ser obrigatório, é necessário criar meios de enxugar os desperdícios do gasto público para levantar bandeiras, o representante do povo deve de fato ser conhecido por uma comunidade ou distrito o qual pertença, a fiscalização de um mandato deve ser mais rígida pelos próprios eleitores, o processo orientado primeiramente pela conscientização e leitura política, partidária ou apartidária, do povo antes de se tomar a decisão do voto. É preciso avaliar cada candidato, não necessariamente pelo o que já fez, mas pela capacidade que o mesmo e sua equipe possam fazer em curto, médio e longo prazo, pois o futuro de uma geração depende daquele aperto no botão que só você e a urna intimamente conhecem.
No ano de 2012, o Brasil e seus municípios vão se preparando para mais um ano eleitoral, os corações estão armados o clima vai ficando tenso por aqueles que preferem proteger o ego do que vibrar por propostas objetivas, e os que fazem são ignorados, contaminando partidos e seus agentes, e a população no meio desse tiroteio num domingo ou dois, será obrigada a escolher alguém com habilidade suficiente para causar satisfação, não pela melhoria do seu cotidiano de trabalhar e estudar, andar livre pelo trânsito, se divertir com segurança e respirar ar puro, mas por alguém com habilidade suficiente para encantar o imaginário da esperança durante quatro meses.
Em ano eleitoral, como numa festa, todos ficarão alucinados, brigarão, darão gargalhadas e se beijarão, porém sem nenhum teor químico que altere o estado normal. Será por puro devaneio mesmo. Melhor se prevenir da ressaca!
Elder Silva
(twitter - @eldersrsilva)
"[...] a demagogia e o populismo serão regra e não exceção, alguns partidos políticos farão um leilão de promessas utópicas em troca dos votos dos ignorantes. O paraíso na Terra será ofertado de forma simplista pelos que disputam cargos políticos. Nobres Intenções serão convincentes pela atuação artística dos candidatos, para um público louco por algum conforto imediato, alguma tola esperança fantasiosa e messiânica.
Os apelos emocionais e os objetivos heróicos irão dispensar a reflexão lógica, a explicação de como realizá-los na prática. Qualquer discurso politicamente correto irá encontrar forte eco entre uma massa de idiotas úteis, incapazes de perceber a realidade por trás de tamanha encenação [...]" Rodrigo Constantino.


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