(R)EVOLUÇÃO ?!
Grande transformação, mudança sensível de qualquer natureza, seja de modo progressivo, contínuo, seja de maneira repentina"; "movimento de revolta contra um poder estabelecido, e que visa promover mudanças profundas.
Quem nunca se pegou pensando numa profunda reflexão sobre que caminhos deve se tomar para a “estabilidade” social ou pessoal? A vida da humanidade seja filosófica, psicológica, econômica, política ou amorosa passa por um exigido momento revolucionário, alteração de destino. As atenções para tais mudanças, nos últimos tempos estão calcadas no acesso incontrolável a informação, porém o sentimento que inspira esta vontade de alterar futuros dias na linha do tempo é o mesmo: Evolução!
Geralmente as juventudes são as mais facilmente sensíveis a este sentimento, ocupando um papel privilegiado no estímulo e na frente dessas transformações, alguns com o raciocínio saudável e muitos presos a períodos passageiros de dominação e/ou manipulação do que vira comum debater mesmo que ainda instintivamente. O século XXI parece estar fadado a revolucionar o status quo pelo caminho onde a banalidade evidente estiver mais próxima de sua visão ou mais colorida por imagens de internet e televisão. Leituras e debates mais sacados pela sua origem no antepassado têm ficado descartados, - as folhas são bem mais fáceis de alcançar do que a raiz - deve ser daí que vem a inversão e deturpação de valores humanos que as civilizações mais antigas levaram séculos para pensar, escrever e repassar aos seus súditos. Muitos chamam a isso de liberdade, e em nome desses conceitos da livre iniciativa acabam sendo prisioneiros de uma liberdade onde o que menos importa é o aspecto significativo dos questionamentos.
Lutar, reagir, falar, gritar e colocar ao mundo angustias individuais e coletivas é a prática mais adequada ao processo revolucionário. Será ?! Ultimamente as redes sociais têm expelido por meio de piadas e adesão incoerente, o meio mais eficaz de se travar mudanças, sendo muitas de mero acaso do momento. O significativo foi alterado para segundo plano pelo que é mais fácil, transpondo sem percepção que tais novas estruturas levantadas continuarão frágeis ao acaso e ainda assim atendendo interesses menores, pois o individualismo é atual regra. Transformações do ter e não do ser tem impulsionado o termo revolução na sociedade contemporânea, não se preocupando em derrubar castelos e sim a busca pela decaptação do rei mais evidente, contudo ainda assim, é possível avistar pensamentos ou conjunto de pensamentos habilitados em planejamento e organização pela mudança.A subversão não deve ser maníaca, muito menos versão de face única e sim no equilíbrio entre o momento aparente e a desgastada profundidade de conceitos, responsabilizando a destreza no mundo atual para despertar o coletivo, transformando os sentimentos em causas nobremente conscientes, valorizando e valorando seus atores e agentes participativos, e isso poucos partidos, entidades, movimentos tem tido êxito, por usar um discurso romântico superficial afastando o pragmatismo e a reflexão lógica, detendo mentes mais simples a aderir o conceito de mudança. Revolução sim, se faz por amor sine qua non mesmo que ainda tenham (r)deformado o conceito de amor para necessidades e desejos.
Lute, reaja, fale e confronte! Na internet, nas ruas, nas instituições, na cama (sozinho ou acompanhado), na música, nos bares, nas festas, enfim nas camadas e meios mais diversos e diversificados. Nunca esquecendo que a (r)evolução mais profunda está na consolidação do conjunto de valores filosóficos, psicológicos, econômicos, políticos e amorosos. O resto será acumulação.
Texto: Elder Silva (@eldersrsilva)
Revisão: Nayara Gonçalves (@Nay_sg)
“[...] as profundas transformações, tanto no ser humano como na sociedade, podem ocorrer em períodos de tempo reduzidos. Quando menos esperamos, a vida coloca diante de nós um desafio para testar nossa coragem e nossa vontade de mudança; nesse momento, não adianta fingir que nada acontece, ou desculpar-se dizendo que ainda não estamos prontos. O desafio não espera. A vida não olha para trás. Alguns segundos é tempo mais que suficiente para sabermos decidir se aceitamos ou não o nosso destino. [...]” Paulo Coelho
De fato, as redes sociais ajudar na difusão das ideias. Mas querer fazer movimento por meio de convite ou mesmo de aglomeração não existe e está fadado ao fracasso. Não é de hoje que chama-se para algumas manifestações e milhares de presenças são confirmadas. No final apenas uma dezena ou centena comparece. Mas redes sociais estão aí, divulgando as idéias.
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