Quando o assunto é violência e agressão no mundo moderno, necessariamente se remete a subtração de bens materiais ou vidas, mediante a imposição da força bruta. A busca desenfreada do status de acumulação e representatividade, seja material ou social, gerou no ser humano atos instintivos para conquistar desejos, para outros desespero por necessidade.
A situação piora nas últimas décadas, quando a afirmação do capitalismo nos países aderentes ao sistema lubrificou mentes com sua lógica, gerando abismos entre castas e deturpação de valores. As cidades de potencial econômico trouxeram com o crescimento e desorientação cultural e planejamento, doenças metropolitanas como sequestros, assaltos, disponibilidade de drogas, prostituição indireta, dentre outras e o sentimento de impunidade alimenta tais chagas. Nessa contexto a histeria coletiva nasceu pela defesa ou direito de possuir o estilo de vida contemporaneamente degradante que é questionado apenas quando incomoda a principal casta detentora da maior quantia de renda.
No começo do século XXI, o terrorismo psicológico foi propagandeado para invasão e manutenção de energia de um país. Diminuindo para uma situação mais próxima, a ineficiência de ação da compreensão de um sistema social, os meios de imprensa atendentes de determinados grupos e o medo coletivo têm criado ferramentas para ações que brevemente irão confortar a classe média para que possam novamente ver o caos passar sem incomodar.
Lê-se facilmente a frequencia de atos violentos ocorridos nos setores mais excluídos de uma determinada região, e as formas de atuação executiva e legislativa utilizam de forma branda na teoria "malthusiana" porque sabem que dali a riqueza pouco se gera para o estado. Os que se aproveitam da frequência a tornam commoditie para campanhas e manutenção eleitoral., mas a cobrança incisiva só existe quando a classe média-alta é atacada, qualpossui maior acesso à informação, que divulgada maciçamente gera fatos políticos ou reclamações óbvia do observado cotidianamente antes de serem atingidos. Até mesmo os participativos críticos do cenário reproduzem a lógica de cobrar uma possível solução, como se violência social pudesse ser eliminada em horas ou semanas, e pela ausência do estado em restringir o armamento dos agente da violência, ocasionando o armamento privado facilmente derrubado por argumentos românticos. Evidentemente que medidas devem ser tomadas para não se permitir a total destruição de qualquer sistema, mas caberia uma reflexão lógica dos que cobram modernos equipamentos e capital humano de segurança, também colocar como prioridade a busca por investimentos em formação qualitativa tanto educacional quanto cidadã, justiça distributiva, aliados a manutenção e orientação dos valores humanos privados e coletivos para o bem estar de uma cidade, estado ou país.
A possível solução está na origem do problema e não na paliativa supressão do mesmo.
Texto: Elder Silva (@eldersrsilva)
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