"Você não pode matar aquilo que você não criou"
Região Serrana do RJ, Janeiro de 2011. Estado de Calamidade Pública!
A última semana tem sido de verdadeira tensão aos brasileiros que acompanham estarrecidos o efeito devastador da chuva nas cidades de Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo, Sumidouro e São José, todas na região serrana do estado do Rio de Janeiro. Famílias desesperançosas, apenas agradecendo com poucas forças o fato de ainda estarem vivas, mesmo aquelas que perderam 1, 5, 10, 30 parentes de uma vez no maior desastre natural dos 510 anos de Brasil.
Lágrimas, sangue, corpos espalhados, o olhar desesperado daqueles que nem mesmo seu teto e chão sabem onde foram parar enquanto a água sem pedir licença arrastou suas vidas e desejos, com muitos esforços construídos.
A mídia usa de seu sensacionalismo para pode causar impacto nos corações brasileiros para que ajudem o seu povo, afinal isso pode mais cedo ou mais tarde atingir qualquer um de nós!
SERÁ?
A grande moda da última década chama-se: aquecimento global, conjuntamente com a grande moda da história da humanidade do consumo desenfreado por tudo e todos, sem medir as conseqüências do circulo natural que natureza se comporta. O mais interessante que com observações não muito longas ao redor do planeta percebe-se que a natureza resolveu entrar na moda também, só que na moda de retribuir os séculos de agressão humana!
Com todos os estudos e esforços da intelectualidade em se estudar o movimento do planeta, algumas sociedades “avançadas” conseguem minimizar as revoltas naturais, diminuindo o número de mortos e prejuízos matériais devastados em tragédias naturais. Portugal e Austrália sofreram semana antes do desastre no Rio de Janeiro chuvas mais intensas, e o número de mortos nos dois países não chegaram a 20. A Região de Brisbane (Austrália) possui um avançado sistema de informar aos moradores um dia antes que suas casas serão alagadas, evitando dores maiores no seio familiar daquele país. Enquanto no Rio de Janeiro no mesmo período de 2010, a chuva causou 256 mortos e nesse ano já passam de 600.
Alguém pode explicar por que um volume menor de chuva consegue arrancar a vida de mais de 600 pessoas, na maior economia da América Latina? Naquele mesmo país que se orgulha tanto de não ter sido afetado pela crise mundial. Falta de recursos não pode ser! Relevo da localidade das cidades? Mas em décadas de atenção com a percepção de intelectuais e especialistas no assunto, o que fazem ali aquelas famílias? Sei que as pessoas pouco têm culpa de residirem no quintal de um rio ou em baixo de toneladas de terra facilmente degradáveis com fortes chuvas! Então como explicar que o Governo Federal gastou 14 vezes mais em 2010 para atender tragédias do que preveni-las?
Falta de POLÍTICAS HABITACIONAIS, falta de POLÍTICAS DE PLANEJAMENTO URBANO, falta de POLÍTICAS PREVENTIVAS CONTRA DESASTRES NATURAIS, FALTA DE POLÍTICAS EDUCACIONAIS E PRESERVAÇÃO AMBIENTAL, ou seja, falta de política e políticos capazes de terem uma visão aguda, e maior dedicação ao assunto para evitar enterros coletivos quando assim a natureza resolve dizer que será um dia chuvoso!
Vir a público e lamentar as vítimas, quando se tem onde residir na primeira qualidade, longe de possíveis desastres parece ser muito simples. Esclarecer possíveis soluções com esperança hipócrita é muito conveniente para aqueles que em seus helicópteros sobrevoam as regiões acidentadas em todo começo de ano!
Até quando?
A cobrança de nós cidadãos deve se tornar uma constante para a resolução desse e de inúmeros casos do descaso das “autoridades” com a vida da população. É preciso parar de acreditar que investimentos em copa e olimpíada suprem o desenvolvimento de qualidade de vida e o terror de enterrarmos nossos familiares e irmãos brasileiros! Está mais do que adequado desastre após desastre os governos entenderem que o papel da chuva é chover, e do Estado evitar que lamentáveis cenas como a que abre o ano de 2011 se repitam pelos próximos anos, e sinceramente isso tem que ser absorvido na consciência moral e sensata daqueles que elegemos para nos proteger.
O herói do povo brasileiro é o próprio povo brasileiro!
Abaixo os locais de postos para doações as vítimas afetadas no desastre natural da Região Serrana do Rio de Janeiro!
Contas Bancárias para Doações em Dinheiro
Prefeitura Municipal de Teresópolis
Nome da conta: “SOS Teresópolis – Donativos”
Banco do Brasil, agência: 0741-2, conta: 110000-9
Caixa Econômica Federal, agência 4146, conta 2011-1
Cruz Vermelha
Banco Real, Agencia 0201, conta 1793928-5
Defesa Civil do Rio de Janeiro
Caixa Econômica Federal, número 2011-0, agência 0199, operação 006.
Fundo Estadual de Assistência Social do Estado do Rio de Janeiro
Bradesco, agência 6570-6, conta corrente 2011-7
Itaú Unibanco, agência 5673, conta 00594-7, CNPJ: 02932524/0001-46
Itaú Unibanco, agência 5673, conta 00594-7, CNPJ: 02932524/0001-46
Em Manaus
A Igreja Católica começou a receber doações para as vítimas da enchente na região serrana do Rio de Janeiro. Os manauaras podem contribuir com alimentos e donativos no prédio da Arquidiocese de Manaus, localizado na Avenida Joaquim Nabuco, 1023, Centro.
As doações podem ser entregues de segunda a sábado, das 8h às 17h
Endereço Cruz Vermelha para doações em Manaus:
Parque Residencial Adrianópolis, QB – Casa 16CEP:69.020-210 - Manaus – AM.Tel. Res.: (92) 3236.5704
mais locais em
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/chuvas-no-rj/noticia/2011/01/saiba-como-ajudar-os-desabrigados-da-chuva-na-regiao-serrana-do-rio.html
mais locais em
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/chuvas-no-rj/noticia/2011/01/saiba-como-ajudar-os-desabrigados-da-chuva-na-regiao-serrana-do-rio.html


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